quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Décimo Primeiro dia 18/01/2011

Saímos de San Julian as 08:00 horas depois de tomarmos um café reforçados, pois teríamos que tocar direto até o nosso destino, Porto Madrew, as 960km.

Moto abastecida, olho trocado, era só seguir o caminho. Logo na saído notamos que o vento iria nos acompanhar a viagem toda, provocando na moto um consumo bem mais elevado, a preocupação era grande, pois as autonomias das motas cairiam 40% e a da Clovis ainda mais e os postos na região na maioria estão sem gasolina. Os pontos de paradas já estavam pré-definidos, assim era só acelerar com calma para não ocorrer nenhuma pane seca, por falta de combustível.

A primeira parada para abastecimento foi em Três Cerros, cerca de 150km de San Juan, ali notamos que as motos iriam gastar muito, e o cuidado teria que ser redobrado, pois o vento é o mais intenso que pegamos em toda a viagem até agora.

A Segunda parada foi em Caleta Olivia para abastecimento, uma cidade litorânea a mais ou menos 90km de Comodoro Rivadavia. Passamos batido de Comodoro Rivadavia e esquecemos que teríamos só mais um posto até Trelew e este na vinda não tinha combustível. Paramos a cerca de 4km deste, pois a moto do Clovis já estava sem gasolina, e não chegaria até o posto, assim abastecemos com o que tinha no galão. Nesta parada repentina para abastecimento, verificamos o quanto o vento estava intenso, pois o João teve que virar a moto contra o vento para não derrubá-la e o Clovis teve muita dificuldade para colocar a gasolina do galão para o tanque da moto. Foi neste momento que vimos que se o posto estiver desabastecido de combustível, nós teríamos dificuldade para chegar até Trelew. Por sorte o posto tinha combustível, assim resolvemos fazer um lanche rápido, pois só estávamos com o café da manha no estomago. Saímos desse lugar no meio do nada, com tanque cheio tanto na moto como no estomago e fomos parar em Telew a 70km do nosso destino.

Chegamos a Porto Madrew as 19:00 hrs e fomos a procura de um hotel. Tivemos dificuldade para achar, encontramos um Hotel SPA que tinha vaga por uma noite, porém tínhamos que ficar duas noite, após nos alojarmos fomos direto ao hotel que ficamos na vinda e lá conseguimos reservar um quarto para o dia seguinte, fomos a uma agência e marcamos passeio, onde iríamos a praia ver pingüim e Leão marinho. Jantamos e fomos dormir cedo, estávamos cansados.

Porto Madrew é uma cidade litorânea, fundada por gauleses, sua economia vem de jazidas de alumínio e turismo, na época de férias a cidade chega a ter 90.000 habitantes. É uma cidade que não tem água doce, ela vem em dutos da cidade de Trelew que fica a 70km daqui.


Abraço a todos – curtam as fotos.

Décimo dia - 17/01/2011

Acordamos e saímos as 10:30 h tentando ainda obter informações acerca da liberação ou não da passagem do estreito de Magalhães.

Abastecemos no meio do caminho, entre El Calafate e Rio Gallegos, cerca de 150 km depois de El Calafate, pois se não fossemos entrar em Rio Gallegos, a V Strom do Clovis não teria autonomia para ir ate o próxima gasolinera, que fica em Piedrabuena, cerca de 330 km.

Ao chegar no trevo entre Ruta 40 e Ruta 3, que da acesso a Rio Gallegos, parei a moto e fui perguntar, novamente, se tentaríamos obter mais informações, pois o trevo que separava uma possível ida a Ushuaia e o retorno para casa estava na nossa frente. Resolvemos então ir ate o Posto da Policia Caminera que fica uns 5 a 8 km após este trevo para perguntar. Ao conversar com o policial, ele informou que ainda estava fechado a passagem pelo estreito de Magalhães.

Que noticia ruim ! O nosso objetivo principal, que era ir ate o Ushuaia, estava ruindo naquele momento....

Não nos restava outra alternativa ao não ser pegar a Ruta 3 e retornar. Andamos então ate Porto San Julian,onde a gasolinera que fica na Ruta 3 não tinha nafta. Entramos na cidade e a gasolinera estava com uma fila grande, mas não tivemos alternativa senão entrar nesta fila para garantir o combustível de amanha.

Isto era cerca de 6 h da tarde e aproveitamos para trocar o óleo das motos, pois já havíamos andado cerca de 5.900 km.

Neste dia não temos fotos pois a Ruta 3 é uma coisa só. Apenas vale a pena ressaltar o cuidado extremo que se tem que ter com os GUANACOS, pois eles as vezes estão próximos da Ruta e existe o perigo de um acidente. Eles estão presentes após Comodoro Rivadavia para baixo, em direção ao Sul; principalmente entre Caleta Olivia e Porto San Julian, que é onde o vento Patagônico é mais forte, fazendo com que as vezes as motos estivessem a cerca de 30 graus de inclinação, durante um bom tempo. Mas nada que impeça a condução, apenas há de se ter o cuidado em relação a velocidade e principalmente quando se cruza com caminhões no sentido contrario.

Em Porto San Julian, de uma maneira inesperada encontramos nossos amigos acreanos que haviam saído mais cedo de El Calafate e estavam na fila para abastecer as motos.

A velocidade de nossa viagem é cerca de 120 km/h, porem parando apenas para abastecer as motos, e isso faz com que a viagem “renda”

Dormimos no mesmo Hotel dos amigos acreanos, Hotel Bahia, um bom hotel, recomendo.

O Visa Travel Money , como qualquer cartão, é aceito apenas nos hotéis e nos grandes postos de combustíveis. Nos postos no meio da Ruta, eles não são aceitos; somente em effectivo ( dinheiro e em pesos, não dólares )

Amanha pretendemos ir ate Puerto Madryn, que fica a cerca de 960 km de Porto San Julian.

abraço a todos.

Nono dia - 16/01/2011

Acordamos cedo na expectativa do passeio para conhecer o Parque los glaciares e principalmente o glaciar Perito Moreno, que tem esse nome devido a Francisco Moreno, que foi quem descobriu todo os glaciares neste Parque e pelo fato de ser perito ele algum tempo depois foi designado pelo governo Argentino para tentar resolver uma situação fronteiriça com o Chile nesta região e nesta discussão ele logrou êxito para a Argentina e como retribuição o maior glaciar ficou com o nome de Perito Moreno.

As motos hoje tiveram um merecido descanso; Fomos de ônibus, já que dista cerca de 80 km e não teríamos de carregar capacete, etc... O glaciar é FANTASTICO, realmente uma obra da natureza incomum e não tem como vir para essa região e não ir conhece-lo.

Fizemos o mini trekking, que é a caminhada sobre o glaciar. Os amigos do Acre ( Marcos, Fernando, Laís e Mauricio ) estavam conosco neste passeio. Companheiros os caras, sempre procurando fazer os passeios juntos com a gente.

No final da caminhada, foi-nos brindado tomar um whisky com gelo, e o Marcos foi o primeiro a chegar e não queria muito não sair....

Fomos depois ao mirante, onde tiramos mais fotos e após retornamos para o Hotel.

Pelas fotos, quem não conhece vai ter uma idéia da grandiosidade do glaciar ( cerca de 39 km de extensão por 5 km de largura e com altura entre 40 a 60 metros ) O gelo que esta ali é centenário, ou seja, a condensação que originou ele aconteceu entre 100 a 800 anos atrás. Que whisky envelhecido foi esse, pelo menos pelo gelo !!!

Um abraço a todos.

Vejam pelas fotos e ate amanha

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Oitavo dia - 15/01/2011



Acordamos cedo neste sábado, tomamos café e fomos ao centro de El Calafate para verificar, horário de passeio e quais passeios faríamos neste dia e no domingo. Procuramos a melhor agência indicada pelo casal de amigos de São Paulo, lá marcamos visitação ao Glacial Perito Moreno com caminhada e degustação de Wiski na geleira, para o domingo as 08:30, e a visitação de El Cahiten, pequena cidade com o pico mais alto da Argentina, chamado de Fitz Roy, após resolver problema de estadia, pois o hotel que estamos só nos garantia pouso de sexta para sábado. Informamos ao Fernando e o Marcos, horário de passeio e que nós já confirmamos os nossos para domingo no Glacial Perito Moreno, e os mesmos estariam indo a agência para confirmar também. Despedimos-nos do casal de São Paulo e fomos resolver o problema de hotel, após resolvido isso nos reunimos no Hotel do Fernando e Mauricio e fomos para El Chaiten, esta fica a km 230 de EL Calafate, o caminho é lindo, passamos por pontes com rios cristalinos de uma água verde, que se cria com o degelo das montanhas de neve. A cidade de El Chaiten fica na base do Pico Fitz Roy e outros picos menos importante, de uma beleza incomum, passando por ela um rio formado pelo degelo das montanhas, a neve é ainda vista em todos os picos, no verão ela é visitada por milhares de pessoas do mundo inteiro, que faz a caminhada até a base da montanha, 5 horas de caminhada ou até o primeiro mirante, 2 hora de caminhada. Claro que os motociclistas selvagens escolheram caminhar 2 horas. A subida é bem íngreme todos nós (Ricardo, Coelho, João, Fernando, Laís, Marcos e Mauricio) chegamos ao primeiro ponto que vê a base do pico, com muito sorriso no rosto e muita festa, pois não sabíamos que naquele momento a natureza nos queria dizer que vale a pena estar vivo para presenciar este momento tão maravilhoso. A nossa chegada a EL Chairten foi as 15:00 hrs, o nosso retorno foi as 20:30 hrs e a chegada a El Calafate as 22:40 hrs, com muito frio.

OBS: indico a visita, não vão se arrepender
Amanhã estaremos conhecendo uma das maravilhas do mundo “Perito Moreno

* escrito por João.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Oitavo dia - 14/01/11

Acordamos cedo, tomamos o desayno, que para variar aqui é fraco. Como esta muito frio, coloquei todo o meu equipamento, com os forros, luvas e ate segunda pele, pois o frio ta grande. Ouvimos um zum zum zum de que a passagem pelo estreito de Magallanes estava fechado devido a uma greve chilena pelo aumento do gas de petroleo.
Mas fomos mesmo assim. Fizemos os cerca de 70 km ate a Aduana argentina, que por sinal náo tem muita boa vontade em te atender, e dao poucas informacoes acerca dos tramites burocraticos. Apos resolver tudo, andamos 2 km e chagamos an aduana chile que foi mais rapido, apesar de ser mais burocratico, porem sáo mais organizados. A gente consegue entrar com carteira de identidade, mais com o passaporte é mais rapido e pratico. Da proxima vez venho com passaporte.

Os guardas nos informaram que talvez iriamos ter dificuldades em atravessar o estreito de Magalhaes devido a greve pela alta do gas. Resolvemos ir mesmo assim, pois faltavam pouco km para realizarmos o nosso sonho de chegar ao fim do mundo e náo queriamos acreditar que iriamos chegar ao estreito de magalhaes e nao iriamos atravessa-lo.

Pois bem, apos a Aduana chilena, andamos cerca de 50 km ate chegarmos ao estreito de magalhaes e como haviam nos informado, havia uma fila grande de carros e caminhoes e ninguem estava passando para o lado de lá.

Conversa daqui e conversa dali, tentamos amigavelmente conversar com os grevistas,jogamos inclusive bola com eles e tudo mais, mas cerca de 5 horas de espera náo havia a perspectiva de resolucao do problema. Resolvemos entao antecipar a idaa para El Calafate ( que dista cerca de 380 km de Rio Gallegos ) Nesta altura ja estava conosco tambem um casal de Mogi das Cruzes que resolveram tambem nos acompanhar ate El Calafate, onde chegamos por volta das 20;30 h hora local 21;30 h hora do Brasil.

Amanha vamos ter se fazemos o mini trekking no glaciar perito moreno ou se nao der, ir a El Chaiten.

Mas não desistimoss do Ushuaia; vamoss torcer para que nestes dois dias a greve chilena se resolva e nos consigamos ir ao Ushuaia, pois depois de estarmos onde estamos náo conseguir realizar o sonho de ir ao Fin del Mundo é pra acabar.

Torçam pela gente ai pessoal. ate amaanha

13/07/11 Setimo dia

Saimos cedo de 3 Cerros e como estamos no meio do nada, o negocio é andar. Saimos com a intençao de andar o que der. Pensava em ir no minimo ate Caleta Olivia, 100 a 150 km apos Comodoro Rivadavia. O vento novamente foi nosso companheiro durante toda o dia , e teve alguns momentos que era tão forte que a moto andava cerca de 30 graus de lado, para compensar a força do mesmo. Sem grandes problemas, pois as GS sao pesadas e devemos apenas ter cuidado nas ultrapassagens, principalmente nos caminhoes, onde o deslocamento de vento è grande. Encontramos neste dia 1 casal ( Fernando e Lais ) e o Marcos e o Mauricio, pai e filho, em duas GS. Eles moram em Rio Branco, no Acre, e estáo vindo de Campo Grande. Houve uma empatia no primeiro momeno e como o destino de todos era o mesmo, eles passaram a nos acompanhar. Eles sofreram um pouco com a falta de combustivel,pois as GS deles tem o tanque de 22 litros e como tiveram pane seca entre Puerto Madryn e Comodoro Rivadavia,( aqui na Argentina esta faltado combustivel em alguns postos de Comodoro Rivadavia para cima ) eles estavam com 2 galoes de combustivel sobressalentes.
Viemos juntos ate Rio Gallegos, onde chegamos por volta das 14 h. Apoos almocarmos, encontramos com uns motociclistas gauchos vindos do Ushuaia que nos aconselharam dormir em Rio Gallegos e sair no outro dia pela manha ja que os tramites aduaneiros de saida argentina e entrada no chile e saida do chile e entrada na argentina atraves do Paso de Integraçao Austral poderia demorar um tempo e que ainda teriamos 150 km de ripio entre os cerca de 500 a serem percorridos ate o Ushuaia. Resolvemos todos entáo pernoitarmos em Rio Gallegos, que por sinal eu achava que a cidade era maior. Náo tem predios de mais de 3 andares, e mesmo assim os que tem sao muito poucos, e sopra um vento muito forte que faz com que nesta epoca do ano seja muito frio aqui( isso que eles estao no verao ). As motos continuam chamando muita a atencao por onde passam. Ficamos no Hotel Sohuen, a uma diaria em quarto triplo no valor de 300,00 pesos ( 170,00 reais mais ou menos ) A gasolina parece ser boa, porem nos Postos de estrada somente a gasolina mais cara e nestes postos eles não aceitam cartao debido ou credito. Somente em efectivo ( grana ). Nao fiz media ate agora, mas acho que a moto ta gastando mais do que no Brasil.

Amanha vamos tentar fazer entao o principal trajeto de toda a viagem, que e chegar ao tao sonhado USHUAIA. Fica cerca de 500 km do Rio GAllegos e destes 150 km de ripio

12/01/11 - sexto dia

Sexto dia - 12/01/2011

Desculpe mas hoje nao tem foto pois a Internet esta muito lenta




Saímos de Puerto Madrin, ás 08: 35, destino era andar 800km, porém como o vento lateral muito intenso conseguimos fazer 762km, as passagens pelos caminhões eram muito perigosa, pois estes aparavam o vento e no momento do final da ultrapassagem ocorria o retorno do vento dando um chicote na moto e se você não estiver esperto pode ser jogado em direção a eles. Passamos por algumas motos pequenas e estas estavam literalmente sofrendo muito com o vento. Aqui o lugar é totalmente inóspito, é uma reta asfaltada no meio do deserto, porém passamos por lugares muito bonitos que nos impressionou, principalmente quando você encontra o mar e é acompanhando por ele por vários quilômetros. Encontramos a cidade costeira de Comodoro Rivadavia, muito bonita e grande, lugar quente e margeado por um mar cristalino,verde e gelado.
Terminamos o nosso destino hoje em Três Cerros, um posto de gasolina com um hotel em anexo no meio do nada, porém bem confortável. Jantamos um pollo, pedimos a carta para escolher o prato e pela nossa surpresa não tinha e só tinha um prato especifico e salada, e pela nossa maior surpresa ainda é que estava uma janta muito boa.Fomos dormir cedo aqui 22:00 horas e no Brasil 23:00, e ainda esta claro, porém como o trecho do dia seguinte vai ser longo teremos que dormir cedo. Aqui não há internet. Porisso è que não postamos antes . Boa a noite a todos.